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A Reforma Tributária dos Pequenos Negócios

A Reforma Tributária dos Pequenos Negócios

A Reforma Tributária do Consumo já é realidade e 2026 será o ano do "primeiro passo" oficial. Muitos acreditam que as mudanças só vêm em 2033, mas para os pequenos negócios, o jogo começa a mudar agora.

2026: O Ano do "Teste Drive" (Alíquota Simbólica)

Em janeiro de 2026, começamos a fase de experimentação. Não haverá extinção de impostos antigos ainda. O que acontece é a criação de uma alíquota somada de 1% (sendo 0,9% para a CBS federal e 0,1% para o IBS estadual/municipal).

Para que serve? Para o governo calibrar o sistema e para as empresas testarem seus softwares e processos.

2. O Simples Nacional: O grande dilema do crédito

Se você é do Simples, o regime continua existindo, mas com uma novidade crucial: a escolha do modelo de recolhimento.

Recolher "dentro" do Simples: Você paga a guia única (DAS) como sempre. A desvantagem? Você transfere menos créditos tributários para seus clientes que são grandes empresas. Isso pode tirar sua competitividade se o seu cliente exigir crédito para reduzir o custo dele.

Recolher "por fora": Você paga o IBS/CBS separadamente do DAS. Assim, você transfere crédito integral para seus clientes, mas terá uma alíquota maior sobre a venda.

Decisão: Em setembro de 2026, as empresas do Simples precisarão decidir como querem recolher para o início de 2027. É hora de fazer contas!

3. A Nota Fiscal como Protagonista

O sistema será 100% digital e baseado na nota fiscal. O foco total será no Split Payment: quando seu cliente paga a nota, o imposto já é retido e enviado ao governo automaticamente.

Atenção: Notas emitidas fora do padrão ou com erros de classificação (NCM) podem travar o recebimento ou gerar multas imediatas. A conformidade fiscal não é mais "burocracia", é sobrevivência do fluxo de caixa.

4. Mudança no Fluxo de Caixa

Hoje, o imposto costuma ser pago no mês seguinte à venda. Com o novo sistema, o imposto será "mordido" no momento da liquidação financeira (o tal Split Payment). Isso exige que o empresário reorganize seu capital de giro, pois o dinheiro do imposto não passará mais pela conta da empresa.

O que fazer agora?

Não espere 2027. Use 2026 para:

Revisar Cadastros: Garanta que seus produtos e serviços estão classificados corretamente.

Treinar a Equipe: Quem emite nota precisa entender que qualquer erro impactará o crédito do cliente.

Analisar Contratos: Verifique se seus preços suportarão a nova dinâmica de créditos.

A reforma traz simplificação no longo prazo, mas o sucesso da transição depende de como nos organizamos hoje.

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